Rock Russo
Banda Russa de grande sucesso local, Zemfira.
Filed under: Papo furado | 3 Comments
Fazendo mais com menos

Há muito tempo venho pensando nas contratações que as empresas fazem e como elas são pouco vantajosas para as próprias empresas. São profissionais, geralmente, com bons currículos, mas que não rendem para o salário que recebem no final do mês. Sempre achei se tratar de um problema de inteligência, que são pessoas burras mesmo, e que uma solução para não cair nesse erro seria um simples teste de QI durante o processo seletivo, por exemplo. Em um primeiro momento, parece uma falta de coerência o que digo: profissionais com bons currículos, formados em instituições de renome, e burros. Isso seria possível? Perfeitamente. A definição moderna de inteligência, ou melhor, de uma pessoa inteligente, mudou por volta da segunda metade do século XX, anteriormente a isso, a noção de inteligência estava ligada ao poder de memorização de uma pessoa e, atualmente, está relacionada com a capacidade de se resolver problemas, não empacar, como um burro mesmo, diante de dificuldades. Portanto, no meu entendimento, podemos perfeitamente ter um funcionário bem formado e, ao mesmo tempo, com grandes dificuldades em superar obstáculos. Então, estava eu, com toda a minha paciência, na sala de espera do setor médico da empresa em que trabalho, para mais um exame periódico, quando vi uma reportagem na capa de uma revista de RH: “O que é um profissional high-potential?”.
Bingo!
A reportagem fala da atual preocupação das empresas em contratar os profissionais chamados de high-potential. Segue a definição da própria revista para o termo: “os high-potentials são identificados pelo desempenho rápido e diferenciado que possuem em relação às suas atribuições, por assumirem tarefas estratégicas, pelos relacionamentos que conseguem manter com qualquer nível de profissional, pela postura arrojada com que lidam com problemas e situações não previstas, …” Ou seja, um high-potential é alguém inteligente, pelo menos se enquadra na noção moderna de sujeito inteligente.
Pesquisando pela Internet encontrei várias referências sobre o assunto em sites de RH, inclusive um artigo publicado pela Harvard Business Review, o que mostra a força desse novo paradigma, que, certamente, não surge por acaso nesse momento de crise. Quando as empresas precisam se reinventar, criando novas técnicas e tecnologias, mais eficientes que as anteriores, para sobreviverem às recessões e saírem mais fortes do que entraram.
Por fim, brevemente teremos uma sensível mudança em nossas relações de trabalho. E, no meu entendimento, para melhor.
Filed under: artigos | 2 Comments
Despedida
Comum a todos os que trabalham, volta e meia recebemos um e-mail com o assunto: Despedida. Trata-se de mais uma mensagem daqueles que vão e vêm todos os dias pelas empresas. Você já deve tê-los lido e, provavelmente, já conhece a idéia básica, as palavras chaves, as belas frases que os finalizam, ou seja, todo o tipo de idiotice que as pessoas costumam escrever sem o menor pudor. Entretanto chegará o dia em que você terá que fazer o seu próprio e-mail de Despedida. Já pensou nisso? Para facilitar esse momento, seguem esses breves modelos para lhe ajudar nesse dia tão esperado, pois, como sabemos: quem está fora quer entrar e quem está dentro sempre quer sair.
Primeiro, para você que é um chacrinha mor e fez vários amiguxos no trabalho.
*** **** ***
Assunto: Despedida
Caros amigos, como alguns já devem saber, estou saindo da empresa. É com muito pesar que me despeço, mas nesse momento estou em busca de novos desafios. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que contribuíram para o meu crescimento profissional e pessoal, aqui fiz muitas amizades e aprendi sobremaneira – foi como uma segunda escola. Espero que a distância do dia a dia não comprometa a nossa amizade. Deixo meu e-mail, msn, telefone, Orkut, rádio, Twitter, etc. Foi uma honra fazer parte desse time campeão. E até breve!
“A amizade é como uma plantinha que precisa ser regada sempre…”.
*** *** ***
Ou para você que odeia a hipocrisia.
*** *** ***
Assunto: Enfim, DESPEDIDA \o/
Cambada de falsos, finalmente estou me desligando desse merda de empresa e, tirando uns 2 ou 3, espero que o restante afunde com ela. Aproveito a oportunidade, antes de a fofocada começar, para informar que vou ganhar quatro vezes mais do que eu ganhava aqui e trabalhar muito menos. Morram de inveja! Podem se matar pelo meu material de escritório, mas, já adianto, o computador é uma carroça e a senha de setup é: sotempilantra. Não me venham com o papo de “não esquece dos amigos!”, “se pintar alguma coisa me dá um toque” e nem pensem em me enviarem os seus currículos. Network é o cacete!
“Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós.” Nietzsche.
Filed under: artigos | Leave a Comment
Tragédia na China
Toda semana nos deparamos com mais uma tragédia na China. Essa semana foi a inundação de um poço de carvão na província de Henan, estima-se que no ano passado 3.786 chineses morreram em acidentes como esse.
Eu não me comovo com milhares de chineses mortos, talvez a morte de um só chinês me comovesse e espantasse mais. A China abriga 22% de toda a população mundial, nessas condições a palavra tragédia deve ser utilizada com cautela, já que, para nós, todo acidente na China seria uma tragédia. Lá, se cai uma faca, cinco se ferem.
Na China é assim! É tudo, ou nada!
Filed under: artigos | Leave a Comment
Fé, dinheiro e tecnologia
“Não importa o valor, o que vale é a intenção. Deposite a sua moeda para acender uma vela.”
É, mais ou menos, essa a mensagem que está na placa de uma mesa – na Antiga Sé – composta de velas elétricas que acendem após você colocar uma moeda. A idéia, a meu ver, é espetacular, mas será que o além está de acordo? Isso está sendo computado do lado de lá? Realmente, já virou a chave? Não sei, mas eu acho que nem o além resistiu à globalização. E, pelo que andei lendo, na Espanha, Portugal e Itália a eletro-vela já substituiu a sua antepassada na maioria das igrejas.
Entretanto, esse não é um privilégio somente dos católicos. Pelo site da Universal do Reino de Deus, você já pode pagar o dízimo e de quebra manda a sua oração, basta escolher a forma de pagamento – crédito, débito ou boleto bancário – e enviar.
Na mesma linha temos o Macumba Online, você escolhe o tipo de macumba – amarrar, trazer a pessoa amada, separar, emagrecer, trazer dinheiro, etc -, coloca o e-mail da “vítima” e pronto, tudo bem limpinho e sem sair de casa. O emacumbado recebe um e-mail informando que foi alvo de uma macumba online e, se indesejada, tem a possibilidade de desfazer o trabalho, com um só clique.
É a tecnologia à serviço da fé.
*** *** ***
Eu não ia falar de nada disso. Só queria comentar que a restauração da Igreja de N Sra do Carmo da Antiga Sé já terminou e está aberta para visitantes. A igreja, além da bela restauração, é um ótimo passeio para conhecer um pouco da história do Brasil e visitar o sítio arqueológico encontrado durante as obras. A Antiga Sé está com um novo formato bem intereante – meio museu, meio centro cultural, bastante igreja. Entendeu?
Filed under: artigos | Leave a Comment
007, made in Brazil
Não é a sinopse de mais um filme do agente 007, é só mais um parágrafo da extensa ficha de Daniel Dantas, ou, como descreve Bob Fernandes, “mais um capítulo do mergulho nos intestinos do Brasil”. Cheia de mistérios, reviravoltas, heróis e vilões foi a operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro do Opportunity, o megaespeculador Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e outros 17 dos 21 que tiveram a prisão decretada pela PF. Leia
Habeas corpus concedido.
Na madrugada de hoje, Daniel Dantas e mais 3 companheiros foram soltos, mas, cada um, com a sua intimação. +
Filed under: artigos | 1 Comment
Diogo Mainardi, o invejoso
Biografia
Viveu na Europa às custas do pai. Conseguiu entrar numa das melhores faculdades do mundo, a London School of Economics, graças às cartas de apresentação obtidas com amigos da família de papai; seus detratores alegam até que ele teria falsificado suas notas em seu histórico escolar (nas matérias onde teve nota zero, teria acrescentado o algarismo 1 na frente. Como eram tantos zeros, a sua foi uma das médias mais altas já vistas no Admisssions’ Office da LSE; mas isso nunca foi comprovado). Cursou apenas o primeiro ano; foi jubilado na London School of Economics, título acadêmico que ostenta com orgulho. Não lhe deixaram nem fazer recuperação. Alega Mainardi que isso só se deu por que que não lhe sobrava tempo para estudar, já que usava todo seu tempo para comer comida chinesa, e tomar chopps com Ivan Lessa, seu guru. Não se formou na LSE; por isso ficou sem diploma algum, ao contrário de Lula, a quem inveja, por ter um diploma de torneiro mecânico do SESI, um dos melhores cursos de nível técnico do Brasil. Sem escolaridade, só arranjou emprego graças as amizades de infância de papai, que brincou de amarelinha com os atuais donos da desprestigiosa Revista Semanal, quando criança. A profissão dele é de filhinho-do-papai. Sua música preferida começa por “”Companheiro é companheiro, mas eu desconfio, fiadaputa é fiadaputa, (…)”
Vive hoje em regime de clausura nos porões de uma editora de São Paulo, submetido à sessões de sexo homossexual com todos da família Civita juntamente com o Reinaldo Azevedo, dois dobermans e um dinamarquês maluco que o fica filmando ao vivo para um programa chamado ‘Manrrantam Conechion’ no Canal do Boi. Como parte de sua terapia para seu quadro de Fobia Social Obsessiva Compulsiva escreve semanalmente uma lista de insanidades em papel higiênico (previamente esterilizado, claro), publicado em caráter de excentricidade num espaço sem apelo publicitário cedido por uma revista popular de conteúdo humorístico, a Revista Oia.
Mainardi é inquirido por remexer o lixo de Joseph Dirceu mais de três vezes na semana, assim como de ter promovido um atentado contra o ministro Gilberto Gil quando, de cabeça quente, atirou nele ao ouvir “… e enfim” pela 37ª vez num discurso de reggae na Escolinha Acarajé Feliz.
Recentemente passou a usar o software MSN Messenger, exclusivamente para bloquear contatos.
Retirado da Desciclopédia
Filed under: links | 2 Comments
As idéias de Paulo Freire continuama a assombrar. A sentença de despejo de um acampamento do MST no Rio Grande do Sul, visando, abertamente, a dissolução do MST colocando o movimento na ilegalidade, cita, com caráter proibitivo, o uso de livros de Paulo Freire, Anton Makarenko e Florestan Fernandes em cursos nos acampamentos.
“Os sem terra marcham contra uma vontade reacionária histórica…” Paulo Freire
Filed under: artigos | Leave a Comment
Entradas recentes
Categorias
- artigos (21)
- filmes (3)
- links (4)
- Papo furado (1)