Fazendo mais com menos

Há muito tempo venho pensando nas contratações que as empresas fazem e como elas são pouco vantajosas para as próprias empresas. São profissionais, geralmente, com bons currículos, mas que não rendem para o salário que recebem no final do mês. Sempre achei se tratar de um problema de inteligência, que são pessoas burras mesmo, e que uma solução para não cair nesse erro seria um simples teste de QI durante o processo seletivo, por exemplo. Em um primeiro momento, parece uma falta de coerência o que digo: profissionais com bons currículos, formados em instituições de renome, e burros. Isso seria possível? Perfeitamente. A definição moderna de inteligência, ou melhor, de uma pessoa inteligente, mudou por volta da segunda metade do século XX, anteriormente a isso, a noção de inteligência estava ligada ao poder de memorização de uma pessoa e, atualmente, está relacionada com a capacidade de se resolver problemas, não empacar, como um burro mesmo, diante de dificuldades. Portanto, no meu entendimento, podemos perfeitamente ter um funcionário bem formado e, ao mesmo tempo, com grandes dificuldades em superar obstáculos. Então, estava eu, com toda a minha paciência, na sala de espera do setor médico da empresa em que trabalho, para mais um exame periódico, quando vi uma reportagem na capa de uma revista de RH: “O que é um profissional high-potential?”.
Bingo!
A reportagem fala da atual preocupação das empresas em contratar os profissionais chamados de high-potential. Segue a definição da própria revista para o termo: “os high-potentials são identificados pelo desempenho rápido e diferenciado que possuem em relação às suas atribuições, por assumirem tarefas estratégicas, pelos relacionamentos que conseguem manter com qualquer nível de profissional, pela postura arrojada com que lidam com problemas e situações não previstas, …” Ou seja, um high-potential é alguém inteligente, pelo menos se enquadra na noção moderna de sujeito inteligente.
Pesquisando pela Internet encontrei várias referências sobre o assunto em sites de RH, inclusive um artigo publicado pela Harvard Business Review, o que mostra a força desse novo paradigma, que, certamente, não surge por acaso nesse momento de crise. Quando as empresas precisam se reinventar, criando novas técnicas e tecnologias, mais eficientes que as anteriores, para sobreviverem às recessões e saírem mais fortes do que entraram.
Por fim, brevemente teremos uma sensível mudança em nossas relações de trabalho. E, no meu entendimento, para melhor.
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SEI NÃO HEIM , NÃO QUERO JOGAR ÁGUA FRIA NO TEU OTIMISMO , ATÉ CREIO EM NOVAS TÉCNICAS , NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO, MAS NO QI E CAPACIDADE MAIOR DA ATUAL CATEGORIA;HUMANIDADE, EM SE ADAPTAR A ELAS, É OUTRA HISTÓRIA.ULTIMAMENTE TÔ APOSTANDO NA TESE DE UM COMPOSITOR QUE NEM GOSTO;”ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE COM PASSOS DE FORMIGA E SEM VONTADE”
MARCIABTAVARES@OI.COM.BR